É certo que a Bíblia não faz menção de Ordens Religiosas; mas as ideias e princípios que motivaram a sua fundação foram evidentemente tirados da vida e doutrina de Cristo: da vida, cuja perfeição desejam imitar. da doutrina, que pretendem de perto seguir.
A grande maioria dos cristãos contenta-se com observar os Dez Mandamentos da lei do Senhor e os cinco da Igreja; mas houve sempre, e há ainda, um bom número de almas generosas que desejam obrigar-se a cumprir também os "Conselhos" de perfeição, tão altamente recomendados por Jesus Cristo:
"Sede perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito" (Mt 5, 48)
E apontou a Seus discípulos dois conselhos especiais de perfeição: castidade e pobreza: "Os que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus" (Mt 19, 12) e "Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-lo aos pobres, e terá um tesouro nos Céus; depois vem e segue-me" (Mt 19, 21).
As Ordens Religiosas não são essenciais ao Cristianismo, porque o Papa Clemente XIV suprimiu a Companhia de Jesus em 1773, sem que por isso a Igreja deixasse de existir, com toda a sua divina doutrina, leis e culto.
Mas as Ordens Religiosas são frutos da Árvore plantada por Deus.
Homens e mulheres congregam-se, a divino chamamento, e obrigaram-se voluntária e espontâneamente a viver obedecendo a uma Regra aprovada pela Igreja, que os auxilia a amar mais perfeitamente a Deus e ao próximo por amor do mesmo Deus.
O texto citado não vem a pêlo.
O que Nosso Senhor quis dizer a Seus discípulos, com as referidas palavras, foi simplesmente que a melhor prova da verdade do Evangelho é a vida santa dos cristãos.
Os inumeráveis santos e santas das Ordens Religiosas têm iluminado com claridade de suas obras a escuridão do mundo do pecado, e assim glorificado o Pai que está nos Céus.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
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