Uma vez, uma amiga minha me disse: "Você deveria sair mais, aprender a viver, e não ficar fugindo dos problemas"...
Ela me disse isso por causa de apenas uma palavra: Solidão.
Não que eu me sinta só, ou coisa parecida. Muito pelo contrário... Porém isso me levou a pensar... Pensar muito... Rever certos aspectos da minha vida... Antigos, que muitos não param (ou não querer parar) para analisar...
Eu sofria bulling (acho que é asism que se escreve esta joça) até o primeiro ano do Ensino Médio. Com o tempo, eu tive que aprender a viver sozinho, apesar de contra a vontade. Sempre quis muita gente ao meu redor, queria mesmo ser o centro das atenções, mas não admitia isso. Com o tempo, tentava alimentar menos isso o possível, até que tal desejo desaparecesse.
Um dia, meu pai "se foi", e lá estava eu, recebendo os pesares... Tinha sobrado apenas eu e minha mãe. Primeiro passo pra poder aprender o que é a vida, por mim fora sido dado...
Com o passar do tempo, fui conhecendo (e me afeiçoando) a mais pessoas. Uma delas, desse período, é essa minha amiga. Porém, eu ainda amargurava esses problemas... Mantinha em meu interior, certas zangas da infância, me depressiava violentamente, até o próprio suicídio eu tentei, algumas vezes...
Foi-se, eu acho, um período de mais ou menos 1 ano e meio nisso, até que, eu comecei a me sentir cada dia mais só. Sentia as pessoas se afastando por "n" motivos: trabalho, estudos, cursos, brigas, discussões bestas... E nisso, me vi cada vez mais longe da realidade. Não conseguia enchergar uma possibilidade deste meu mundinho, que teimava em querer continuar aparecendo, em se instalar nesse mundo real, onde para que cada coisa realmente aconteça, não se pode lamentar-se, mas agir!
Então, foi nesse momento que eu tive a maior visão de todas: A solidão! Ela se apresentou a mim, oficialmente, como a única que estava ao meu lado o tempo todo, sendo por mim rejeitada, e ainda assim, me perseguindo, e me guiando em seus caminhos ocultos... Agindo como uma mãe paciente para com seu filho desgarrado... E eu finalmente, não somente a senti, como a quis! Eu a aceitei de corpo, alma, coração e espírito. Assim aprendi a segunda parte da vida: Independencia de decisão! Aprendi, graças a ela, e ao meu desenvolvimento solitário, que eu não precisava de ninguém... Que eu sou alto suficiente para comigo mesmo... Que eu posso ser o melhor que eu posso ter, que além de mim, ninguém é mais confiável... Uma nova era estava começando...
Aprendi a seguir meus instintos, a passar a não escolher mais os caminhos dos outros, mas a construir o meu mesmo, a ser senhor de minha própria vontade, superar o passado que me corria como um câncer, e principalmente, a ver os problemas como apenas uma pequena virgula em minha vida... Que eu sou maior do que eles...
Desde que isso ocorreu, me tornei melhor, mais feliz de fato... Por um período de tempo longo... Tão longo que para mim, foi como se nunca mais fosse acabar... E acho que ainda não acabou... rsrs...
Apesar de que os problemas sempre aumentam conforme o desafio, eu não me abalo, pelo contrário. Dou risada... rsrs.
Porém, mesmo com todas essas melhorias, todos esses detalhes, todos esses acontecimentos, sempre existe um filho de Deus que insiste em dizer que eu fujo de meus problemas... Pois bem, para quem pensa isso, digo que, se uma vez só enfrentassem a sí próprios e dissessem: "Quero isto" e o conseguirem, ou "serei tal" e realmente forem, isto sem a ajuda de remédios, de pessoas, contando apenas com suas forças, eu digo: Meus aparabens, agora sabem qual é o caminho que sigo. Se por um acaso não conseguirem, então peço para que se calem, pois ainda possuem fraqueza e não possuem moral para afirmarem que não funciona...
Até mais!!!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
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