Publicado por Marcia em 30/4/2008
Todo cristão que cultiva o hábito da oração pode testemunhar sua importância na vida cotidiana. Quando rezamos de modo correto, buscando a intimidade com Deus, permanecendo abertos a Ele, nos “conformando” em Cristo (no sentido de nos deixarmos moldar segundo seu plano de amor), a oração produz extraordinários resultados. E entre esses resultados sempre se inclui, certamente, uma orientação segura com vistas ao Bem.
Quem não tem tais preocupações, talvez creia que o bem seja uma questão de gosto e escolha pessoal. Decide sobre ele mais ou menos como seleciona uma gravata ou um perfume, desatento para o fato de que perfumes e gravatas são opções inconseqüentes, não-comparáveis com aquelas que influenciam nossas vidas e as vidas dos demais. Aquele que reza encontra o bem no Absoluto que é Deus, perante quem seus gostos se tornam relativos.
Ora, essa facilidade em identificar o Bem mediante a entrega livre, criativa e atuante ao plano de Deus (que considero entre as principais conseqüências da oração do cristão), resulta muitas vezes subestimada, mesmo entre os que têm o hábito de rezar. Será que fazemos isso, sempre, antes de tomarmos uma decisão importante, ou deixamos para rezar depois de agir, encarecendo a Deus que faça com que nossa decisão dê certo? Por outro lado, ao rezar antes da decisão, nos colocamos na atitude de quem busca apenas o bem, segundo a vontade de Deus, ou rezamos para que seja da vontade de Deus aquilo que consideramos como nosso bem?
Uma reflexão sincera sobre tais questões nos mostrará, talvez, com que freqüência o egoísmo nos leva a rezarmos não para Deus mas para nós mesmos. Quantas vezes os políticos lançam montanhas ao mar para poderem caminhar sobre planícies, desatentos aos moradores das encostas.
Tenho pensado muito sobre essa necessidade da oração quando se trata de identificar e construir o bem comum - objeto final da Política. A Doutrina Social da Igreja ensina que a finalidade da política é realizar o bem comum. Assim, “bem comum” é o nome do “bem” quando se trata da vida social; e a oração deveria ser prática corrente na vida do cristão atuante na vida pública, como forma de identificar o bem comum.
Como estamos longe disso, não é mesmo? E como seriam menos imperfeitas e injustas nossas realidades se aqueles que se dedicam às coisas públicas cultivassem o hábito da oração. E se os eleitores - evidentemente - também rezassem antes de deliberarem sobre seus votos!
Fonte: http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=85
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
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