quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Solidão em minha vida!

Uma vez, uma amiga minha me disse: "Você deveria sair mais, aprender a viver, e não ficar fugindo dos problemas"...

Ela me disse isso por causa de apenas uma palavra: Solidão.

Não que eu me sinta só, ou coisa parecida. Muito pelo contrário... Porém isso me levou a pensar... Pensar muito... Rever certos aspectos da minha vida... Antigos, que muitos não param (ou não querer parar) para analisar...

Eu sofria bulling (acho que é asism que se escreve esta joça) até o primeiro ano do Ensino Médio. Com o tempo, eu tive que aprender a viver sozinho, apesar de contra a vontade. Sempre quis muita gente ao meu redor, queria mesmo ser o centro das atenções, mas não admitia isso. Com o tempo, tentava alimentar menos isso o possível, até que tal desejo desaparecesse.

Um dia, meu pai "se foi", e lá estava eu, recebendo os pesares... Tinha sobrado apenas eu e minha mãe. Primeiro passo pra poder aprender o que é a vida, por mim fora sido dado...

Com o passar do tempo, fui conhecendo (e me afeiçoando) a mais pessoas. Uma delas, desse período, é essa minha amiga. Porém, eu ainda amargurava esses problemas... Mantinha em meu interior, certas zangas da infância, me depressiava violentamente, até o próprio suicídio eu tentei, algumas vezes...

Foi-se, eu acho, um período de mais ou menos 1 ano e meio nisso, até que, eu comecei a me sentir cada dia mais só. Sentia as pessoas se afastando por "n" motivos: trabalho, estudos, cursos, brigas, discussões bestas... E nisso, me vi cada vez mais longe da realidade. Não conseguia enchergar uma possibilidade deste meu mundinho, que teimava em querer continuar aparecendo, em se instalar nesse mundo real, onde para que cada coisa realmente aconteça, não se pode lamentar-se, mas agir!

Então, foi nesse momento que eu tive a maior visão de todas: A solidão! Ela se apresentou a mim, oficialmente, como a única que estava ao meu lado o tempo todo, sendo por mim rejeitada, e ainda assim, me perseguindo, e me guiando em seus caminhos ocultos... Agindo como uma mãe paciente para com seu filho desgarrado... E eu finalmente, não somente a senti, como a quis! Eu a aceitei de corpo, alma, coração e espírito. Assim aprendi a segunda parte da vida: Independencia de decisão! Aprendi, graças a ela, e ao meu desenvolvimento solitário, que eu não precisava de ninguém... Que eu sou alto suficiente para comigo mesmo... Que eu posso ser o melhor que eu posso ter, que além de mim, ninguém é mais confiável... Uma nova era estava começando...

Aprendi a seguir meus instintos, a passar a não escolher mais os caminhos dos outros, mas a construir o meu mesmo, a ser senhor de minha própria vontade, superar o passado que me corria como um câncer, e principalmente, a ver os problemas como apenas uma pequena virgula em minha vida... Que eu sou maior do que eles...

Desde que isso ocorreu, me tornei melhor, mais feliz de fato... Por um período de tempo longo... Tão longo que para mim, foi como se nunca mais fosse acabar... E acho que ainda não acabou... rsrs...

Apesar de que os problemas sempre aumentam conforme o desafio, eu não me abalo, pelo contrário. Dou risada... rsrs.

Porém, mesmo com todas essas melhorias, todos esses detalhes, todos esses acontecimentos, sempre existe um filho de Deus que insiste em dizer que eu fujo de meus problemas... Pois bem, para quem pensa isso, digo que, se uma vez só enfrentassem a sí próprios e dissessem: "Quero isto" e o conseguirem, ou "serei tal" e realmente forem, isto sem a ajuda de remédios, de pessoas, contando apenas com suas forças, eu digo: Meus aparabens, agora sabem qual é o caminho que sigo. Se por um acaso não conseguirem, então peço para que se calem, pois ainda possuem fraqueza e não possuem moral para afirmarem que não funciona...

Até mais!!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Carta aberta para Renato Aragão, o Didi do Criança Esperança

Fonte: Fórum Under Linux.

Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você.

São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta. Se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos.

Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e te garanto que trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem!

Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: - pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é “o cara”. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos.

Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for
necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece.

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da ”'minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença.

Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias. Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar.

Minha doação mensal já é muito grande! Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo?

Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino.

Melhorar os salários desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa receber um lanche, desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.

PS-1: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: - vou rasgá-la antes de abrir.

PS-2: Aos otários que doaram para o Criança Esperança: - Fiquem sabendo que, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: - essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

PS-3: E o dinheiro da CPMF que pagamos durante 11(onze) anos? Melhorou alguma coisa na educação e na saúde durante esses anos

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mudança de endereço

A todos os interessados (ou não), agora este blog não será mais utilizado. O endereço novo agora é o blog "Pensamentos de um Louco" (endereço: http://mplouco.blogspot.com/).

Que Deus esteja com todos vocês. Até mais!!!

terça-feira, 2 de março de 2010

Debate sobre a reencarnação:

nº 1: foi a besta da igreja catolica que retirou(negou) este ensinamento (a reencarnação) das palavras de Jesus

Eu: A reencarnação, se não é um dos maiores frutos da enganação, é o maior de todos eles, criado para que toda a responsabilidade do homem fosse estirpada, retirada por completo dele próprio!

Serve para anular de forma concreta, a liberdade do homem sobre sí mesmo, tanto na vida, quanto na morte, onde ele está posto em algo que não é de sua vontade, nem a de Deus, que quer o homem LIVRE para seguir seu destino, e não PRESO a uma roda de idas e vindas...

Alias, se não sabe também, a reencarnação é um sistema tão arcaico... Mais arcaico que o nosso bom e velho monoteísmo. A vida além da morte, na eternidade divina junto a Deus Pai, foi a maior de todas as revelações divinas, onde os profetas de Israel, e toda a teologia, tando judaica quanto cristã, e posteriormente islamica, foram montando, descobrindo, tateando, e ainda o fazemos até hoje, a fim de que o homem possa ser salvo e descobrir o quão gracioso e perfeito é estar junto com Deus, além de ser fonte de esperança para milhões de pessoas. Dizer que voltaremos a este ANTRO é simplesmente retirar qualquer tipo de esperança na eternidade!

nº 2: Os judeus na epoca de Jesus, a exceçao dos saduceus, acreditavam na reencarnaçao, tanto que Malaquias preve no fim do seu livro a volta de Elias para auxiliar a vinda de Jesus, profecia que Jesus confirmou ao dizer que Joao Batista era Elias

Nicodemos perguntando a Jesus se era possivel um homem ja velho voltar ao ventre da sua mae, obtem como resposta a essa pergunta que era necessario nascer de novo, da carne e das aguas, do que fica claro que Jesus respondeu a uma pergunta clara de Nicodemos: se era possivel a reencarnaçao. Nao cabe portanto a ideia de q Jesus indicou o batismo, ate porq a pergunta de Nicodemos foi clara e ademais Jesus nunca indicou o batismo a ninguem, apenas dizia: vá e nao peque mais

O grande problema de alguns interpretes das escrituras é nao compreender o significado do termo "mortos". Mortos pode significar tanto "corpos fisicos sem vida" como tambem "espiritos desencarnados", normalmente muitos carolas usam o primeiro significado em textos onde o significado correto seria o segundo. Confusao semelhante ocorre com o termo "sheol', q significa "lugar profundo" e pode designar tanto a sepultura onde repousa o corpo fisico como o plano espiritual onde vao as almas recem desencarnadas. Confusao semelhante ocorre com o termo "carne" que pode designar tanto o corpo fisico carnal ou tambem essencia da pessoa. Jesus quando fala que devemos comer da sua carne e beber do seu sangue é claro em dizer que essa "carne" é a sua essencia, mesmo significa em Jó quando este diz que em suia essencia (carne) verá a Deus..obviamente que ninguem acha que devemos cometer um ato de canibalismo e devorar os restos mortais do messias.

Eu: Se assim é, por que na tradição oral dos judeus, o Talmude, não está escrito nada referente a tal tradição? Se fosse como diz, estariam acreditando até hoje, o que é contrário ao que acontece hoje em dia. Nem mesmo o Talmude Babilônico, não aceito pelos judeus, contem tais ensinos.

Como explica isso? Historiograficamente, como comprovar tal tese? O islamismo mesmo, que como crido por eles próprios (islâmicos), são a evolução e continuação do cristianismo e judaísmo, não possue tal ensinamento. Se eles são continuados de nós, então, quer dizer que mesmo entre os anteriores, isto nunca teria sido ensinado em qualquer sinagoga, ou igreja posterior aos apóstolos.

Possivelmente, os únicos júdeus que acreditavam nisso, seriam, ou os judeus helenizados gnósticos, ou os Essênios. Nenhum outro judeu ensinou isso, se não, o próprio Cristo teria explicitado isso.

Talvez diriam: "Foi retirado das escrituras para que o povo fosse guiado mais facilmente", ou "Foi manipulado para que ninguém conhecesse o Amor de Deus". Ora, mas, se for assim, seria mil vezes mais simples deixar o ensinamento, já que, se é infeliz hoje, na outra vida a pessoa poderia renascer feliz, como na cultura indiana.

E mesmo que houvesse tal ensinamento, cadê as provas? Não digo as bíblicas, pois hoje em dia, até não existência de Deus é provada por ela. Quero as provas escritas daquelas épocas. Provas que mostrem que tanto judeus quanto cristãos acreditavam em tal ensino. Caso contrário, não passa de corrupção da Escritura Sagrada, fora de contexto e utilizada apenas para comprovar um pensamento. Nada além.

nº 2: Há um erro grave nessa afirmativa. Todos (repito, TODOS) os rabinos (mestres da lei judaica), sao reencarnacionistas. Pergunte a qualquer judeu se oq eu estou dizendo é verdade ou mentira. A reencarnaçao no judaismo é conhecida como transmigraçao da alma, é uma crença vastamente estudada e aceita pela maioria dos judeus e por todos os rabinos, que sao os mestres da lei
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Na epoca de Jesus somente os saduceus nao acreditavam na reencarnaçao, todos os demais judeus acreditavam na reencarnaçao, prova disso é que o povo achava que Jesus fosse um dos profetas que voltaram, ta la na Biblia. O historiador Flavio Josefo que é da epoca de Jesus confirma essa minha afirmaçao, dizendo q a maioria dos judeus acreditava na reencarnaçao
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Aconselho portanto a se informar melhor sobre a cultura e historia judaica, pois me parece desinformado.

Eu: Após uma longa e exaustiva pesquisa, tenho que reconhecer que errei de fato naquela afirmação. Baseado apenas nos escritos essênios, e do Zohar, julguei que apenas estas correntes eram rrencarnacionistas, quando na verdade, todo o judaismo o é, levando-se em consideração que hoje isso fica a cargo dos próprios júdeus tomarem esta conclusão.

Mas, além de tudo, não pesquisei apenas este tema. Tentei pesquisar também sobre a reencarnação na época de Jesus, e, de fato, mais uma vez, isto me foi confirmado. Pelo que entendi, ressurreição e reencarnação eram confundidas, pois eles não teriam como saber com aconteceria, tanto, que Jesus foi confundido com Jeremias, Elias, ou os profetas, como dito nos Evangelhos pelos discípulos de Jesus.

Alguns que dizem que a afirmação de Jesus, onde é dito que João Batista é o próprio Elias, seria a afirmação final de que João seria a reencarnação do mesmo. Se realmente o profeta São João Batista fosse a reencarnação de Elias, ele mesmo teria confirmado isso quando indagado por um de seus discípulos.

Porém, como todos sabemos (ao menos os que crêem na existência de Jesus) Ele nos mostrou a total revelação de Deus, sobre o assunto, ressurgindo dos mortos. Ele, sendo Filho de Deus, ressuscitou e mostrou ao mundo, pelo menos aos seus discípulos o que seria a ressurreição dos mortos.

Posteriormente, percebemos que os Apóstolos, em momento algum falam sobre o assunto. Sendo eles judeus, apóstolos de Jesus e João Batista, como foi o caso de São João, o discípulo mais amado por Jesus, todos eles judeus.

Os próprios Santos Padres não falam sobre o tema. Pelo contrário, dão cada vez mais vazão a idéia de uma vida única, uma encarnação única. Logo, temos aqui a certeza de que a reencarnação no fora ensinada na Igreja primitiva.

... Continua.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A verdade que ninguém (ou quase) quer enchergar...

"Não existe pecado ao sul do Equador"
Chico Buarque de Holanda - Cantor e compositor.

Escrita em 1978, o título da composição é suficientemente perfeita para descrever o nosso tão respeitado, "amado e idolatrado, salve, salve!" Brasil.

Hoje, a pouco tempo para que se inicie a maior festa porn... Quer dizer, cultural brasileira, vemos as propagandas dos sambas-enredo, das disputas para saber quem será a gost... Quer dizer, rainha do carnaval, para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Vemos também as grandes contratações de artistas para desfilarem nos carros-alegóricos e no chão também, além de todo o circo que estamos já acostumados a assistir.

Vemos, além de tudo, a, praticamente, liberalização do corpo, tanto dos homens quanto das mulheres de nossa tão querida nação. E isto é mostrado de maneira categórica pela imprensa mundial, seja no Ocidente, quanto no Oriente.

Nossas mulheres nuas, e os desfiles quase orgíacos inundam as TVs, do Brasil e do mundo, atraindo não só os olhares, como muitos estrangeiros, visitantes, turistas, que querem conhecer aquilo que com muito descalabro chamamos de "cultura"... Mas será mesmo que eles vêm atrás simples e somente por isto? Nein, meine Damen und Herren! Semelhantes e distintos cavalheiros e damas (por incrível que pareça) vêm, além de tudo, para se deliciarem e se fartarem com as carnes vistas em suas TVs, intensificando um dos mais aviltantes tráficos que existem nesta terra: O trafico sexual! Isto sem falar na grande onda abafada de pedofília, abuso mulheres e menores, entre outros abusos...

Apesar de muitos que vivem a cultura brasileira protestarem contra isto que irei escrever, esta é a mais pura verdade dos fatos! Esta festa já foi pura, com o sentido de animar a tão sofrida população brasileira, juntando a ricos primeiro em seus bailes particulares, e depois, se estendendo as camadas mais populares pelas ruas, com os desfiles de blocos de rua. Hoje, isto o que chamam de festa, falta pouco para ser o que eram antes as festividades em honra do deus Baco, chamada "Bacanal".

Que Deus tenha piedade desta terra... Pois os exploradores que dela até hoje se aproveitam não têm, nem nunca terão, enquanto isto continuar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cientista prova a existência de Deus e ganha prêmio

Por Jaline Moraes em quarta-feira, 26 março 2008

Através de leis da física e da filosofia, pesquisador polonês Michael Keller mostra que Deus existe e ganha um dos mais cobiçados prêmios. Ele montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo.

Como um seminarista adolescente que se sente culpado quando sua mente se divide, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da carne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de outro ramo de seu conhecimento – ou seja, sentia culpa.

Ocorre, porém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceituados cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo científico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olhares sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso.

O resultado intelectual é que ele se tornou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a “Teologia da Ciência”. O resultado material é que na semana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fundação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$ 1,6 milhão.

O que é a “Teologia da Ciência”? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fazendo- se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por exclusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já conhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De volta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse “buraco negro” entra Deus.

Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa sobre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesquisa. “Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incentivou esse tipo de discussão”, disse a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teologia da PUC de São Paulo.

Keller montou a sua metodologia a partir do chamado “Deus dos cientistas”: o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que compõe o universo. “Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse processo”, diz ele. E, em seguida, fustiga de novo o pensamento: “Mas o que existia antes desse átomo primordial?”

Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião – ou seja, encontram Deus. Valendo-se também das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em questões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mergulha na metáfora desse pensador: imagine, por exemplo, um livro de geometria perpetuamente reproduzido.

Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à razão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Keller “apazigua” o filósofo: “A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado”. Com o prêmio que recebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já escolheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o centro do sistema solar.

A caminho do céu

Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. “E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe”, diz Keller.

Fonte: Notícias Cristãs

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

JESUS NASCEU MESMO NUM DIA 25 DE DEZEMBRO...

Por Vittorio Messori

Tradução: pensaBEM.net

Fonte: Corriere della Sera, 9 de Julho de 2003


Devo corrigir um erro que cometi. Aconteceu que num momento de mau humor, desejei – precisamente num meu artigo – que a Igreja se decidisse a fazer uma alteração no calendário: que transferisse para o dia 15 de Agosto aquilo que celebra no dia 25 de Dezembro. Um Natal no deserto estivo – argumentava eu – libertar-nos-ia das insuportáveis iluminações, dos enjoativos trenós com renas e Pais Natais, e até da obrigação de mandar cartões de Boas Festas e prendas. De facto, quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem – e para onde – mandar cartões de Boas Festas e embrulhos enfeitados de fitas e laçarotes? Não são os próprios Bispos que trovejam contra aquela espécie de orgia consumista a que se reduziram as nossas Festas de Natal? Então, “fintemos” os comerciantes: passemos tudo para o dia 15 de Agosto. A coisa – observava eu – não parece ser impossível: de facto, não foi a necessidade histórica, mas sim a Igreja a escolher o dia 25 de Dezembro para contrastar e substituir as festas pagãs nos dias do solstício de Inverno: colocar o nascimento do Cristo em lugar do renascimento do Sol Invictus. No início houve, portanto, uma decisão pastoral, mas esta pode ser mudada, consoante as necessidades.


Era uma provocação, obviamente, mas que se baseava naquilo que é (ou, melhor, que era) pacificamente aceite por todos os estudiosos: a colocação litúrgica do Natal é uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, a qual ninguém estaria em condições de poder determinar. Ora bem, parece que os especialistas se enganaram mesmo; e eu, obviamente, com eles. Na realidade, hoje - graças também aos documentos de Qumran* - estamos em condições de poder estabelecê-lo com precisão: Jesus nasceu mesmo num dia 25 de Dezembro. Uma descoberta extraordinária a sério e que não pode ser alvo de suspeitas de fins apologéticos cristãos, dado que a devemos a um docente judeu, da Universidade Hebraica de Jerusalém.


Procuremos compreender o mecanismo, que é complexo, mas fascinante. Se Jesus nasceu a 25 de Dezembro, a sua concepção virginal ocorreu, obviamente 9 meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos colocam no dia 25 de Março a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de S. Lucas que, precisamente seis meses antes, tinha sido concebido por Isabel, João, o precursor, que será chamado o Baptista. A Igreja Católica não tem uma festa litúrgica para esta concepção, mas a Igreja do Oriente celebra-a solenemente entre os dias 23 e 25 de Setembro; ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma lógica sucessão de datas, mas baseada em tradições não verificáveis, não em acontecimentos localizáveis no tempo. Assim acreditávamos todos nós, até há pouquíssimo tempo. Mas, na realidade, parece mesmo que não é assim.


De facto, é precisamente da concepção do Baptista que devemos partir. O Evangelho de S. Lucas abre-se com a história do velho casal, Zacarias e Isabel, já resignado à esterilidade – considerada uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia, em que estava de serviço no Templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que aparecerá seis meses mais tarde a Maria, em Nazaré), o qual lhe anunciou que, não obstante a idade avançada, ele e a mulher iriam ter um filho. Deviam dar-lhe o nome de João e ele seria grande «diante do Senhor».


Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição «desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe». Com efeito, no antigo Israel, os que pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes, as quais, alternando-se segundo uma ordem fixa e imutável, deviam prestar o serviço litúrgico no Templo, por uma semana, duas vezes por ano. Já se sabia que a classe de Zacarias - a classe de Abias - era a oitava no elenco oficial. Mas quando é que ocorriam os seus turnos de serviço? Ninguém o sabia. Ora bem, o enigma foi desvendado pelo professor Shemarjahu Talmon, docente na Universidade Hebraica de Jerusalém, utilizando investigações desenvolvidas também por outros especialistas e trabalhando, sobretudo, com textos encontrados na Biblioteca essena de Qumran. O estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no Templo duas vezes por ano, tal como as outras, e uma das vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição dos cristãos orientais que coloca entre os dias 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas esta verosimilhança aproximou-se da certeza porque os estudiosos, estimulados pela descoberta do Professor Talmon, reconstruíram a “fileira” daquela tradição, chegando à conclusão que esta provinha directamente da Igreja primitiva, judaico-cristã, de Jerusalém. Esta memória das Igrejas do Oriente é tão firme quanto antiga, tal como se confirma em muitos outros casos.


Eis, portanto, como aquilo que parecia mítico assume, improvisamente, uma nova verosimilhança - Uma cadeia de acontecimentos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; seis meses depois, em Março, o anúncio a Maria; três meses depois, em Junho, o nascimento de João; seis meses depois, o nascimento de Jesus. Com este último acontecimento, chegamos precisamente ao dia 25 de Dezembro; dia que não foi, portanto, fixado ao acaso.


Sim, parece que festejar o Natal no dia 15 de Agosto é coisa não se pode mesmo propor. Corrijo, portanto, o meu erro, mas, mais que humilhado, sinto-me emocionado: depois de tantos séculos de investigação encarniçada, os Evangelhos não deixam realmente de nos reservar surpresas. Parecem detalhes aparentemente inúteis (o que é que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias ou não? Nenhum exegeta prestava atenção a isto) mas que mostram, de improviso, a sua razão de ser, o seu carácter de sinais duma verdade escondida mas precisa. Não obstante tudo, a aventura cristã continua.

[tradução realizada por pensaBEM.net]

Nota:
* Os manuscritos de Qumran foram descobertos em 1947, perto das margens do Mar Morto, na localidade de Qumran, localidade onde a seita hebraica dos Essénios tinha nos tempos de Jesus a sua sede principal. Os manuscritos foram encontrados em ânforas, provavelmente escondidos pelos monges da seita, quando tiveram de fugir dos romanos provavelmente entre 66 e 70 d. C. Aqueles pergaminhos deram-nos os textos de quase todos os livros da Bíblia copiados de dois a um século antes de Jesus e perfeitamente coincidentes com os que são usados hoje pelos hebreus e pelos cristãos(cfr. Hipóteses sobre Jesus, Porto, Edições Salesianas, 1987, p. 101)

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Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

MESSORI, Vittorio. Apostolado Veritatis Splendor: JESUS NASCEU MESMO NUM DIA 25 DE DEZEMBRO.... Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4698. Desde 03/12/2008.

Fala o Antigo Testamento de Jesus - o Messias?

Sem dúvida. Os Profetas de Israel anunciaram, durante dois milênios, que Deus lhes revelara a vinda de Jesus, do Messias, a salvar o mundo.

Deus prometeu um Redentor ao primeiro homem, Adão (Gn 3.15).

Ele seria da linhagem de Sem (Gn 9.26), de Abraão (Gn 22.18), de Isaque (Gn 26.4), de Jacó (Gn 28.14; Nm 24.17), da tribo de Judá (Gn 49.8-10, Conf. Hb 7.14), e da família de David (Is 49.8-10, Conf. Rm 7.3; 2 Tm 2.8).

Moises diz que Ele será um grande Profeta (Dt 18.18).

Isaias, que a sua vinda será precedida de paz universal (Is 2.4).

Malaquias fala-nos do seu Precursor (Ml 3.1).

Nascerá de uma Virgem (Is 7.14), na cidade de Belém (Mq 5.2), antes da completa sujeição de Israel da destruição do segundo Templo (Gn 49.10; Dn 24.27).

Os Profetas chamam-Lhe Senhor (Sl 2.2), Jesus ou Salvador (Is 2.5; Hab 3.8).

Deus poderoso (Is 9.6), Emanuel ou Deus Conosco (Is 7.14), Pai do século futuro, Principe de Paz (Is 9.6).

Falam-nos de sua pobreza (Sl 86.16), obediência, mansidão (Sl 39.9; 119.7), de sua pregação pública (Is 9.1-2; Conf. Mt 4.15), de seus milagres (Is 35.5-6), e do reino universal e eterno, que viria fundar (Sl 44.7-8; 2.7-8).

Dizem-nos que Cristo seria pedra de escândalo e ocasião de ruína para muitos (Is 8.14, Conf. Lc 2.34); que seria vendido por 30 dinheiros de prata (Zc 11.12); que seria levado como um cordeiro ao matadouro (Is 53.8); que seria crucificado (Zc 13.6); escarnecido pelo povo (Jr 20.6; Sl 21.8, Conf. Mt 27.34); que os soldados haviam de lançar sortes sobre seus vestidos (Sl 31.19; Conf. Mt 27.35); que Lhe haviam de dar a beber vinagre (Sl 68.22; Conf. Mt 27.34); que o seu sepulcro seria glorioso (Is 11.10); que o seu corpo não veria a corrupção (Sl 15.10) e de lá derramará o seu Espírito sobre toda a carne (Joel 2.28).

À luz do Testamento, muitas destas profecias demonstram que Cristo era Deus.

Jó identifica o Messias com Deus: "Eu sei que o meu redentor vive, e que eu no derradeiro dia surgirei da terra... E na minha própria carne verei a meu Deus" (Jó 19.25-26).

Os salmos, livro dos hinos sublimes de Israel declaram que o Messias é Deus eterno, cujo reino durará para sempre:

"Tu és meu Filho, eu te gerei hoje" (Sl 2.7; Conf. At 13.33; Hb 1.5). "O teu trono subsistirá por todos os séculos... Deus, o teu Deus ungiu-te" (Sl. 44.7-8; Conf. Hb 1.8).

Jesus Cristo era "A esperança de Israel, o seu Salvador", como predisse o profeta Jeremias (Jr 14.8) o "Consolador de Israel", tão ansiosamente esperado pelo velho Simeão (Lc 2.25).

O próprio Jesus Cristo apelou sempre para o cumprimento das profecias que Lhe respeitavam. Dizia: "Examinai as Escrituras... Elas mesmas são as que dão testemunho de mim" (Jo 5.39).

Expondo Isaías (Is 61.1) na Sinagoga de Nazaré, declarou: "Hoje cumpriu-se esta escritura nos vossos ouvidos" (Lc 4.21)

Quando a mulher de Samaria Lhe disse: "Eu sei que está a chegar o Messias", disse-lhe Jesus: "Sou eu mesmo, que falo contigo" (Jo 4.25.26).

Quando os discípulos no caminho para Emaús o não reconheceram, Ele "começando por Moisés, e discorrendo por todos os outros profetas, lhes explicava o que se achava dito dEle em todas as escrituras" (Lc 24.27)

domingo, 29 de novembro de 2009

O PODER DA ORAÇÃO - Autor: Padre Mustafa

Conta-se que uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no
rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário, conhecido pelo seu
jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos. Ela explicou que o
seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos
para alimentar.
O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu
estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família ela implorou:
- Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...
Mas o homem lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua
loja.
Em pé, no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os
dois, se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que
aquela mulher necessitava para a sua família por sua conta. Então o
comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
- Você tem uma lista de mantimentos?
- Sim, respondeu ela.
- Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe
darei em mantimentos.
A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou
da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente
na balança.
Os três ficaram admirados quando o prato da balança com o papel desceu e
permaneceu embaixo.
Completamente admirado com o marcador da balança, o comerciante virou-se
lentamente para o seu freguês e comentou contrariado:
- Eu não posso acreditar!
O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro
prato da balança. Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou
colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada. O comerciante
ficou parado por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o
que havia acontecido... Finalmente, pegou o pedaço de papel da balança e
ficou espantado pois não era uma lista de compras e sim uma oração com os
seguintes dizeres:
- Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou
deixando isto em Suas mãos...
O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo
silêncio. Ela agradeceu e foi embora.
O freguês pagou a conta e disse: - Valeu cada centavo...
E só mais tarde o comerciante pôde reparar que a balança havia quebrado,
naquele momento ele entendeu que só Deus sabe o quanto pesa uma prece...
Muitos de nós temos esquecido do poder da oração nos momentos de
dificuldades e nos de alegria.
Geralmente o que fazemos é lamentar a situação e duvidar do amparo
divino.
No entanto, Jesus, o Mestre por excelência, buscava elevar o pensamento
ao Pai, em muitos momentos de Sua existência na Terra. E várias vezes para
rogar pela humanidade inteira.
A prece deveria ser nossa primeira atitude nas horas difíceis e também
nos momentos de felicidade. Na dificuldade para rogar forças e discernimento
e na alegria para agradecer. Afinal, a oração é a porta que abrimos para nos
comunicar com as forças superiores que, em última instância, vêm do Criador
do universo.
A oração tem o peso que a nossa emoção lhe dá. Somente a prece
impulsionada pelo sentimento e pela verdadeira fé, alcançam o seu objetivo.



Postado por: Bruno Souza Nogueira, em: 23/06/2008.
Fonte: desconhecida!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sobre as Ordens Religiosas: O que são?

É certo que a Bíblia não faz menção de Ordens Religiosas; mas as ideias e princípios que motivaram a sua fundação foram evidentemente tirados da vida e doutrina de Cristo: da vida, cuja perfeição desejam imitar. da doutrina, que pretendem de perto seguir.

A grande maioria dos cristãos contenta-se com observar os Dez Mandamentos da lei do Senhor e os cinco da Igreja; mas houve sempre, e há ainda, um bom número de almas generosas que desejam obrigar-se a cumprir também os "Conselhos" de perfeição, tão altamente recomendados por Jesus Cristo:

"Sede perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito" (Mt 5, 48)

E apontou a Seus discípulos dois conselhos especiais de perfeição: castidade e pobreza: "Os que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos Céus" (Mt 19, 12) e "Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-lo aos pobres, e terá um tesouro nos Céus; depois vem e segue-me" (Mt 19, 21).

As Ordens Religiosas não são essenciais ao Cristianismo, porque o Papa Clemente XIV suprimiu a Companhia de Jesus em 1773, sem que por isso a Igreja deixasse de existir, com toda a sua divina doutrina, leis e culto.

Mas as Ordens Religiosas são frutos da Árvore plantada por Deus.

Homens e mulheres congregam-se, a divino chamamento, e obrigaram-se voluntária e espontâneamente a viver obedecendo a uma Regra aprovada pela Igreja, que os auxilia a amar mais perfeitamente a Deus e ao próximo por amor do mesmo Deus.

O texto citado não vem a pêlo.

O que Nosso Senhor quis dizer a Seus discípulos, com as referidas palavras, foi simplesmente que a melhor prova da verdade do Evangelho é a vida santa dos cristãos.

Os inumeráveis santos e santas das Ordens Religiosas têm iluminado com claridade de suas obras a escuridão do mundo do pecado, e assim glorificado o Pai que está nos Céus.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CONSTANTINO MANIPULOU O CONCÍLIO DE NICÉIA?

Por Guillermo Juan Morado

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.arvo.net


Embora "O Código da Vinci", recordista de vendas, careça de qualquer credibilidade histórica e toda crítica neste sentido resulte supérflua - como bem advertiu De Prada - eis aqui exemplo entre mil: Guillermo Juan Morado nos escreve abordando se "Constantino manipulou o Concílio de Nicéia". Esta é a sua resposta:

Diante da heresia de Ário, que negava a verdadeira divindade de Jesus Cristo, o Concílio de Nicéia (325) fixou a ortodoxia cristã, definindo que o Filho é "consubstancial" ao Pai ("homoousios"). Uma palavra não-bíblica, "consubstancial", é então introduzida no Credo para defender, em termos novos, a peculiaridade da fé cristã, professada desde as origens: Jesus Cristo é o Filho encarnado, da mesma substância do Pai, unido essencialmente ao Pai. Não é uma criatura, nem uma espécie de ser intermediário entre Deus e os seres criados, mas "Deus de Deus, Luz da Luz". Seremos salvos apenas se Jesus Cristo for verdadeiro Deus.

A confissão de fé não é alterada em absoluto, mas explicitada para fazer frente a explicações teóricas equivocadas que, com o pretexto de assimilar o Cristianismo à cultura helenista, acabavam por trair a herança apostólica.

O Concílio de Nicéia ocorre em um momento particularmente significativo, por estar tratando da instauração de um sistema de Igreja imperial. Um teólogo notável como Eusébio de Cesaréia se sentia fascinado pela idéia da convergência, nos planos de Deus, entre o Cristianismo e o Império. A Providência teria guiado os destinos da História para fazer coincidir a aparição do Messias com a paz imperial, a monarquia celeste com a monarquia romana.

O imperador Constantino personificava, aos olhos de Eusébio, essa feliz coincidência. Seu papel não era apenas político, mas também religioso. Fará falta esperar o gênio de Santo Agostinho para se apresentar a adequada distância entre a cidade terrestre e a Cidade de Deus.

Na obra "Vita Constantini", Eusébio de Cesaréia exagera o papel desempenhado pelo Imperador nos concílios e, sobretudo, no Concílio de Nicéia. Atribui ao imperador a tarefa de abrir os debates, reconciliar os adversários, convencer a uns e submeter a outros, instando todos à concórdia. Constantino, segundo a imagem que dele nos oferece Eusébio, parece impor-se, inclusive em questões doutrinárias, sobre os bispos reunidos no Concílio.

Esta visão seria real? Poderia sustentar-se, com argumentos, a idéia de que Constantino manipulou o Concílio de Nicéia, impondo a todos os bispos a doutrina do "homoousios", objetivando garantir a unidade religiosa do Império?

A realidade se distancia desta imagem traçada por Eusébio. É verdade que o Imperador defendeu a relação entre a Igreja e o Império, entre o bem do Estado e o bem da Igreja; porém, a sua participação no Concílio de Nicéia, embora destacada, foi muito menos importante do que Eusébio de Cesaréia nos faz acreditar.

O pesquisador J.M.Sansterre, em sua obra "Eusébio de Cesaréia e o Nascimento da Teoria Cesaropapista", investigou criticamente 14 textos que procedem do imperador, datados entre 325 e 335. Da análise desta documentação, extraiu importantes conclusões, decisivas para desmontar historicamente a construção de Eusébio.

Constantino convocou o Concílio de Nicéia com a finalidade de fomentar a unidade e eliminar a heresia. Sentiu-se obrigado a velar pelas resoluções dogmáticas e disciplinares, porém jamais aspirou suplantar os bispos. Entendia a intervenção imperial como meramente subsidiária, visto que a norma final em questões doutrinárias teria que ser - como de fato o foi - as tradições, os cânons eclesiásticos e a assistência do Espírito Santo aos bispos. Apenas se os bispos não conseguissem fazer cumprir as decisões conciliares é que o imperador estava disposto a intervir para aplicá-las; jamais para impô-las por ele mesmo.

Constantino não reclama para si, em questões de fé, uma supremacia sobre o Concílio, prerrogativa que, junto com outras, está disposto a reconhecer Eusébio, que converte o imperador em algo mais que um guardião da Igreja, enxergando nele o supremo cume religioso do mundo visível.

A análise dos documentos imperiais de 325 a 335 prova, portanto, de modo conclusivo, que o imperador não influenciou o Credo de Nicéia. Porém, além disso, igual conclusão se deduz do estudo da Cristologia de Constantino, a qual é possível identificar em uma de suas cartas. O imperador carecia da preparação teológica necessária para dominar os problemas abordados em Nicéia. Sua Cristologia é decididamente pré-nicena, como muito bem explicou Alois Grillmeier em seu importante estudo "Cristo na Tradição Cristã".

Bem além de visões precipitadas, sejam polêmicas ou apologéticas, o estudo sério das fontes se apresente, também neste caso, como o único recurso para reconstruir de modo confiável o passado.

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

MORADO, Guillermo Juan.
Apostolado Veritatis Splendor: CONSTANTINO MANIPULOU O CONCÍLIO DE NICÉIA?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5970. Desde 03/11/2009.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Muito cuidado com as "Essências"...

Doutrina: O termo doutrina pode ser definido como o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, científico, entre outros.

Hoje, vou falar sobre um tipo quase desconhecido, ensinado por muito pouca gente, se concentrando basicamente na área do ocultismo. Vou falar sobre as essências.

O que são essências?

Essências seriam, basicamente, outros seres, espíritos, energias... Ou, dependendo de quem ensine, reencarnações de outros seres e pessoas que já, em tese, teriam existido, e que agora fazem parte de nossas vidas, podendo nos usar, e vice-versa quando quiser-mos (ou quando eles quiserem também).

Podem ser, literalmente, qualquer coisa (eu disse QUALQUER COISA), geralmente inspirados em seres de jogos de RPG (por favor, não estou dizendo que o jogo ajuda nisso, só estou dizendo que ele são inspirados, copiados destes jogos, nada além!), como por exemplo: Elfos, Hobbits, Árvores, Orcs... Lendas, como vampiros, lycans (ou lobisomens se preferir)... E até mesmo chegando a escala divina, como deuses, anjos, demonios, etc.

Como é ensinado? As discordâncias do assunto

Basicamente, cada "mestre" (termo usado para altos graus dentro do ocultismo, simbolizando pessoas que dominam com perfeição todos os segredos do assunto), ensina a sua maneira, como explicado acima, dizendo ser, ou uma energia, ou uma outra vida, entre tantas outras explicações...

É dito também, que cada essência, ao mesmo tempo em que é outra pessoa, é a mesma pessoa a qual "habita" o corpo da pessoa que, em tese, seria "dona" da essência. Ou seja, ao mesmo tempo que você pode fazer alguma coisa, "sendo", "usando" aquela essência, você é, ao mesmo tempo, "usado" pela mesma em algum momento.

Quanto a existência de essências, ainda há uma dúvida nisso, uma inexatidão tremenda: Para alguns, existe um número limite de 48 delas em todas as pessoas. Para outros, esse limite varia de pessoa para pessoa, até o limite citado, ou ainda, pode não haver limite algum, com o mesmo tipo de variação.

Além de tudo, sempre há algo novo que se aprende sobre elas, o tempo todo, como se fosse uma gnose eterna e disfarçada com outro nome! A toda instante você aprende, crendo que tais ensinamentos são deles, por causa das "vozes" de suas essências falando no vácuo de sua mente.

Ninguém, em tese, pode ter a mesma essência. Porém, cada vez que se toca no assunto, vez ou outra, duas coisas acontecem: Ou a pessoa não tem a essência que (mais uma vez em tese) diz ter, ou duas ou mais pessoas dizem te-la.

Em minhas pesquisas, vi três pessoas reclamando para si mesmas a "PROPRIEDADE" da antiga deusa suméria dos mortos, Ereshikgal, também reconhecida tradicionalmente como Lilith, senhora dos demônios, Rainha dos Infernos e esposa de Lucifer, o Pai da Mentira.

Ambas tentaram provar "incorporando" a dita essência, e atuando, agindo como se fosse a própria.

Esse fato vem nos mostrar também, como de fato quase sempre acontece, que todos os donos de essências tem as mais fortes e poderosas forças ao seu lado, ou dentro de si, como os citados acima, ao início do artigo.

Como explicar tudo isso?

Como podemos ver, os próprios problemas da matéria já denunciam a própria. Basicamente, os que já conhecem do assunto podem possuir: Dragões, Elfos, Anjos, Demonios, Vampiros, Lycans, personagens históricos, personagens "divinos" em geral.

O que também me chamou a atenção, foi que muitos dos ditos "anjos" aqui citados possuem um sério desvio pervertido e anti-natural, levando ao homo ou ao bissexualismo. Assim sendo, podemos dizer que, se são anjos, com certeza são do tipo Caidos, ou seja, que não cumprem a vontade de Deus. Como Nosso Senhor Jesus Cristo disse: No céu não existem relações carnais sequer entre santos e santas, o que dirá entre anjos... Como dito por Cristo, o próprio "... os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu". (Mt 22,30)

Os que acreditam que seja reencarnação, usam como desculpa a chamada "Memória Genética", observada por alguns cientistas americanos, em estudos, que as pessoas, de uma maneira geral, possuem memórias de entes e pessoas de suas próprias famílias, que foram passadas de geração em geração. Isto já fora explicado que não configura o ato de reencarnação, já que não há a ação da pessoa morta, mas, apenas a memória se encontra nas células, explicando desta forma os chamados "De Javú", mas, isto é assunto para outra ocasião.

Espirítualmente falando, não passa de uma abertura (e das grandes) para uma futura possessão diabólica do corpo, de forma voluntária. Através dessas vozes, e também de sentimentos, confusões mentais, falsas impressões, estímulos corpóreos e além, chegando ao cúmulo de perverções e desejos anti-naturais, como o homo ou o bissexualismo deliberado, podemos dizer que, psicologicamente falando, não passariam de diversos "alter egos" usados como desculpa para a realização de tais atos.

Não podemos nos esquecer também que os demônios, ao infestar um corpo, ou um lugar, pode se utilizar diversas outras formas, ou imagens na mente da pessoa, para faze-la acreditar que, de fato, é aquele ser. Assim sendo, já podemos deduzir que elas não passam de influencias demoniacas, tentações do Inimigo, e realizadas com esta mascara.

Tudo isso mostra o quão prejudicial tal assunto pode ser para o receptor, podendo levar a casos graves, desde distúrbios psicológicos, até o risco de possessão grave por uma legião de demônios.

Portanto meus amigos, se afastem de tais ensinamentos, pois de modo algum levam a verdade. Como ensinou Santo Agostinho, "a alma de uma pessoa é una, como seu corpo e sua mente o são!"

Que Deus esteja com todos vocês!
Até a próxima postagem.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Inquisição Protestante

Por Fátima Apologética
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: http://www.fatima-apologetica.org/


Um ponto normalmente omitido é que os Protestantes também empreenderam uma Inquisição totalmente submissa ao Poder Político da época. Os historiadores geralmente se referem apenas à inquisição católica e se silenciam hipocritamente sobre os eventos ocorridos nos territórios protestantes.


Os primeiros protestantes não eram distinguidos por serem os "campeões da liberdade de opinião" como querem nos fazer crer.

Eles, que clamavam pela liberdade religiosa nos países católicos, em seus territórios suspendiam rapidamente a celebração da Missa e obrigavam os cidadãos, por lei, a assistir obrigatoriamente os cultos reformados; também destruíam os templos católicos e as imagens [sagradas], além de assassinarem bispos, sacerdotes e religiosos; foram muito mais radicais em seus territórios do que ocorreu nos territórios católicos.

Citaremos apenas alguns exemplos (já que [quase] todas as fontes pesquisadas apenas se referem à inquisição católica e nenhuma a [inquisição] protestante):

- Registre-se o massacre dos monges da Abadia de São Bernardo de Brémen, no séc. XVI: os monges foram assassinados ou desfolados, atirando-lhes sal na carne viva, sendo a seguir pendurados no campanário por bandos protestantes.

- Seis monges cartuxos e o bispo de Rochester, na Inglaterra protestante, foram enforcados em 1535.

- Henrique VIII mandou queimar milhares de católicos e anabatistas no séc. XVI (mas foi sua filha católica, Maria, que acabou recebendo o título de "Maria, a sanguinária"!).

- João Servet, o descobridor da circulação do sangue, foi queimado em Genebra, por ordem de Calvino (porém, é comum se recordar apenas do "caso Galileu", o qual NÃO foi justiçado!).

- Quando Henrique VIII iniciou a perseguição protestante contra os católicos, existiam mais de 1.000 (mil) monges dominicanos na Irlanda, dos quais apenas 02 (DOIS) sobreviveram à perseguição.

- Na época da imperadora protestante Isabel, cerca de 800 (oitocentos) católicos eram assassinados por ano.

- O historiador protestante Henry Hallam afirma: "A tortura e a execução dos jesuítas no reinado de Isabel Tudor foram caracterizadas pela selvageria e o dano [físico]".

- Um ato do Parlamento inglês decretou, em 1652, que: "Cada sacerdote romano deve ser pendurado, decapitado e esquartejado; a seguir, deve ser queimado e sua cabeça exposta em um poste em local público".

- Na Alemanha luterana, os anabatistas eram cozidos em sacos e atirados nos rios.

- Na Escócia presbiteriana de John Fox, durante um período de seis anos, foram queimadas mais de 1.000 (mil) mulheres acusadas de feitiçaria.

- Nas cidades conquistadas pelo "Protestantismo", os católicos tinham que abandoná-las, deixando nelas todas as suas posses ou então converter-se ao Protestantismo; se fossem descobertos celebrando a Missa, eram apenados com a morte. É um mito a afirmação de que a prática da tortura foi uma arma católica na Inquisição. Janssen, um escritor desse período, cita uma testemunha que afirma:

"O teólogo protestante Meyfart descreve a tortura que ele mesmo presenciou: 'Um espanhol e um italiano foram os que sofreram esta bestialidade e brutalidade. Nos países católicos não se condena um assassino, um incestuoso ou um adúltero a mais de uma hora de tortura. Porém, na Alemanha [protestante] a tortura é mantida por um dia e uma noite inteira; às vezes, até por dois dias (...); outras vezes, até por quatro dias e, após isto, é novamente iniciada (...) Esta é uma história exata e horrível, que não pude presenciar sem também me estremecer".

O mesmo Janssem nos fornece este outro dado:

"Em Augsburgo, na Alemanha, no ano 1528, cerca de 170 anabatistas de ambos os sexos foram aprisionados por ordem do Poder Público. Muitos deles foram queimados vivos; outros foram marcados com ferro em brasa nas bochechas ou suas línguas foram cortadas. [Ainda] em Augsburgo, no dia 18 de janeiro de 1537, o Conselho Municipal publicou um decreto em que se proibia o culto católico e se estabelecia o prazo de 8 dias para que os católicos abandonassem a cidade; ao término desse prazo, soldados passaram a perseguir os que não aceitaram a nova fé. Igrejas e mosteiros foram profanados, derrubando-lhes as imagens e os altares; o patrimônio artístico-cultural foi saqueado, queimado e destruído".

Frankfurt, também na Alemanha, emitiu uma lei semelhante e a total suspensão do culto católico foi estendida a todos os estados alemães (e depois se tacha a Igreja Católica de intransigente!).

- Em 1530, em seus "Comentários ao Salmo 80", Lutero aconselhava aos governantes que aplicassem a pena de morte a todos os hereges.

- No distrito de Thorgau (Suiça), um missionário zwingliano, liderando um bando protestante, saqueou, massacrou e destruiu o mosteiro local, inclusive a sua biblioteca e o acervo artístico-cultural.

- Erasmo [de Roterdan] ficou aterrorizado ao ver fiéis piedosos excitados por seus pregadores protestantes: "[Eles] saem da igreja como possessos [do demônio], com a ira e a raiva pintadas no rosto, como guerreiros animados por um general".

O mesmo Erasmo comenta em uma carta que escreveu para Pirkheimer: "Os ferreiros e operários arrancaram as pinturas das igrejas e lançaram insultos contra as imagens dos santos e até mesmo contra o crucifixo (...) Não restou nenhuma imagem nas igrejas nem nos mosteiros (...) Tudo o que podia ser queimado foi lançado ao fogo e o restante foi reduzido a cacos. Nada se salvou".

Assim, o Protestantismo destruiu parte do patrimônio cultural europeu, que era protegido e aumentado pelos monges e fiéis católicos.

- Na Zurique protestante, foi ordenada a retirada de todas as imagens religiosas, relíquias e enfeites das igrejas; até mesmo os órgãos foram supressos. A catedral ficou vazia como continua até hoje. Os católicos foram proibidos de ocupar cargos públicos; a assistência à Missa era castigada com uma multa na primeira vez e com penas mais severas nas reincidências.

- Em Leifein, no dia 4 de abril de 1525, 3.000 camponeses liderados por um ex-sacerdote [católico] tomaram a cidade, saquearam a igreja, assassinaram os católicos e realizaram sacrilégios sobre o altar, profanando os sacramentos de uma forma inenarrável.

- Um fato que pareceria nunca ter ocorrido - se não tivesse sido tão bem documentado - foi o "Saque de Roma". Até mesmo muitos católicos não sabem que tal fato aconteceu. O que foi o Saque de Roma? O Saque de Roma foi um dos episódios mais sangrentos do Renascimento. No dia 6 de maio de 1527, os membros das legiões luteranas do exército imperial de Carlos V promoveram um levante e tomaram de assalto a cidade de Roma. Cerca de 18.000 lansquenetes foram lançadas durante semanas contra a pior das repressões, ocasionando um rio de sangue costumeiramente "esquecido" pelos historiadores, que não lhe prestam a devida atenção.

Um texto veneziano [contemporâneo] afirma sobre este saque que: "o inferno não é nada quando comparado com a visão da Roma atual". Os soldados luteranos nomearam Lutero "papa de Roma"
. Eis mais alguns fatos [desse episódio] que a história de alguns "eruditos" se omite covardemente:

- Todos os doentes do Hospital do Espírito Santo foram massacrados em seus leitos.

- Dos 55.000 habitantes de Roma, sobreviveram apenas 19.000.
- O resgate foi da ordem de 10 milhões de ducados (uma soma astronômica naquela época).
- Os palácios foram destruídos por tiros de canhões com os seus habitantes dentro.
- Os crânios dos Apóstolos São João e Santo André serviram para os jogos [esportivos] das tropas.
- O rio [Tibre] carregou centenas de cadáveres de religiosas, leigas e crianças violentadas (muitas com lanças incrustadas em seu sexo).
- As igrejas, inclusive a Basílica de São Pedro, foram convertidas em estábulos e missas profanas com prostitutas divertiam a soldadesca.
- Gregóribo afirma a respeito: "Alguns soldados embriagados colocaram ornamentos sacerdotais em um asno e obrigaram a um sacerdote a conferir-lhe a comunhão. O pobre sacerdote engoliu a forma e seus algozes o mataram mediante terríveis tormentos".
- Conta o Pe. Mexia: "Depois disso, sem diferenciar o sagrado e o profano, toda a cidade foi roubada e saqueada, inexistindo qualquer casa ou templo que não foi roubado ou algum homem que não foi preso e solto apenas após o resgate".
- Erasmo de Roterdan escreve sobre este episódio: "Roma não era apenas a fortaleza da religião cristã, a sustentadora dos espíritos nobres e o mais sereno refúgio das musas; era também a mãe de todos os povos. Isto porque, para muitos, Roma era a mais querida, a mais doce, a mais benfeitora do que até seus próprios países. Na verdade, o saque de Roma não foi apenas a queda desta cidade, mas também de todo o mundo".

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

As oito dimensões da cristofobia

Por seu interesse, publicamos o extrato do livro «Política sem Deus. Europa e América, o cubo e a catedral», de George Weigel, (Edições Cristandade), com permissão do editor.

Corresponde ao capítulo sobre a cristofobia, no qual George Weigel, conhecido por ser o biógrafo de João Paulo II («Testemunho de esperança»), recolhe a idéia do constitucionalista judeu Joseph Weiler acerca da censura atual frente ao cristianismo.

George Weigel é comentarista de temas religiosos da NBC e responsável da coluna semanal «The Catholic difference», que aparece em numerosos meios de comunicação nos Estados Unidos.


Antes de abordar esse problema, detenhamo-nos um momento no emprego provocativo que faz Weiler do termo «cristofobia». Quando afirma que a resistência a reconhecer as raízes cristãs do presente democrático da Europa é a expressão de uma cristofobia, o que quer dizer exatamente? Na realidade, faz referência a oito aspectos que, tomados em conjunto, constituem uma rede ideológica que, na opinião de Weiler, faz virtualmente impossível perceber --e muito menos, reconhecer-- a possibilidade de que as idéias, a ética e a história cristãs tenham alguma relação com uma Europa comprometida com os direitos humanos, com a democracia e com o império da lei.

1. O primeiro componente dessa cristofobia é a experiência do Holocausto no século XX e a convicção que se tem em círculos intelectuais e políticos europeus de que as atrocidades genocidas da shoah foram conseqüência lógica do antijudaísmo cristão que atravessa a história européia. Por conseguinte, uma Europa que grita «Nunca mais» ante a tragédia de Auschwitz e todas as outras, tem de dizer «Não!» à possibilidade de que o Cristianismo tenha algo a ver com uma Europa tolerante.

2. O segundo elemento --a enumeração de Weiler não segue uma ordem específica de gravidade-- é o que ele chama «mentalidade de 1968». A rebelião dos jovens contra a autoridade tradicional, que converteu o ano 1968 em um fenômeno de maior impacto na Europa que nos Estados Unidos (onde, nesse mesmo ano, se viveram os assassinatos de Martin Luther King Jr. e Robert F. Kennedy, vastas mobilizações urbanas, o colapso da presidência de Johnson e o caso Woodstock) continua hoje, de uma outra maneira, nos veteranos de 1968, que agora desfrutam de uma boa posição nos parlamentos europeus, nos governos, nas universidades, nos círculos literários e nos meios de comunicação. Parte dessa revolta de 1968 foi sua rebelião contra a tradicional identidade e consciência cristã da Europa. Completar 1968 através do processo de integração e constituição européia significa hoje levar a termo a supressão do Cristianismo, privando-o de sua posição relevante na vida pública européia.

3. O terceiro componente da cristofobia, segundo Weiler, está formado por um regresso ideológico e psicológico à revolução de 1989, na Europa Central e Oriental. Foi esta uma revolução não-violenta que contribuiu a estender a democracia na Europa mais que nenhum outro fenômeno desde a derrota de Hitler, e fruto de uma profunda e decisiva inspiração cristã. Seus principais promotores, o Papa João Paulo II, luteranos da antiga Alemanha Oriental, cristãos checos de várias denominações e católicos da Polônia e Checoslováquia, trabalharam lado a lado com antigos dissidentes políticos para depor o antigo regime e instaurar a democracia no império territorial de Stálin. Na opinião de Weiler, tratou-se de uma revolução pela democracia, em grande parte inspirada por cristãos e dirigida contra um hiper secularismo instalado na política do momento, concretamente no comunismo. O choque com a sensibilidade dos promotores da revolta de 1968, muitos dos quais não eram exatamente adeptos da causa anticomunista, foi bastante violento. A conseqüência foi uma negativa e somar-se à causa. E assim continua esse aspecto da cristofobia.

4. O quarto elemento da cristofobia européia contemporânea é mais abertamente político. Manifestou-se na continua quebra do papel dominante que até então haviam desempenhado os partidos políticos cristão-democratas na Europa do pós-guerra, e não só em países como Alemanha e Itália, onde os cristão-democratas tinham a maior parte dos votos, mas também na criação da Comunidade européia do Carvão e do Aço, logo no Mercado Comum, e finalmente na formação da Comunidade Européia. Anos de seca política, com os cristão-democratas em ascensão, e em combinação com um esquecimento deliberado de inspiração cristã do projeto europeu deixaram profundas cicatrizes na esquerda européia entre os fatores do secularismo. Tudo isso forma parte da cristofobia de hoje.

5. O quinto elemento é a tendência da Europa a enquadrar todas as realidades em categorias de «direita e esquerda», para logo identificar o Cristianismo com a direita, ou seja, com um partido que a esquerda define como xenófobo, racista, intolerante, fanático, estreito de visão, de corte nacionalista e tudo o que Europa não deveria ser.

6. A sexta fonte da cristofobia européia contemporânea é, na opinião de Josef Weiler, a rejeição da figura do Papa João Paulo II por parte dos secularistas e dos católicos dissidentes. O inegável papel do Papa em avivar a revolução da consciência, que fez possível a revolução política de 1989 na Europa Central, seu apoio à democracia na América Latina e na Ásia Ocidental, sua cerrada defesa da liberdade religiosa para todos, seu considerável impulso para reconstruir as relações entre católicos e judeus, sua oposição à guerra e ao aborto (por não mencionar sua enorme autoridade pessoal e sua grande popularidade entre os jovens), tudo isso encaixa dificilmente na linha de pós-modernidade que cobra cada dia mais força entre os partidários do secularismo e entre os católicos dissidentes. Estes insistem em que o Papa é, necessariamente, um personagem pré-moderno, do qual não se pode esperar nada sério que contribua ao futuro democrático da Europa. A alternativa, ou seja, o fato de que João Paulo II seja um homem completamente moderno que oferece outra leitura, talvez mais penetrante, da modernidade, não se pode sustentar em absoluto.

7. Em sétimo lugar, a cristofobia na Europa de hoje se alimenta de uma visão distorcida da história européia que (como sucede freqüentemente nos Estados Unidos) carrega o acento nas raízes do Iluminismo, que são as que alimentam o projeto democrático e ao mesmo tempo excluem virtualmente as raízes históricas e culturais da democracia na Europa cristã anterior ao Iluminismo. Tanto crentes como não-crentes interiorizaram essa meta-narração. De modo que, talvez, ninguém poderia admirar-se de que o projeto do preâmbulo à Constituição Européia abriria uma gigantesca brecha desde os gregos e romanos até Descartes e Kant, ao apresentar as fontes históricas da democracia européia contemporânea.

8. Finalmente, Weiler sugere que os filhos de 1968, agora em plena maturidade e já próximos da aposentadoria, sentem-se contrários e confusos pelo fato de que, em muitos casos, seus filhos se fizeram cristãos. Os que cresceram como cristãos, mas, ao final de sua adolescência ou em sua primeira juventude, rejeitaram a fé e a prática religiosa, estão perplexos e inclusive indignados pelo fato de que os filhos tenham voltado a Jesus Cristo e ao Cristianismo para encher o vazio de suas vidas. Por minha parte, depois de ter contemplado pessoalmente esse novo florescimento durante a viagem de João Paulo II a Paris em 1987, para participar da Jornada Mundial da Juventude, quando praticamente toda a França bem pensante se maravilhava da massiva presença de jovens católicos vindos de todas partes para celebrar em companhia de seu herói religioso sua fé recém-recuperada, inclino-me a pensar que neste ponto, como nos precedentes, Josef Weiler está certo. Mas sobre esta experiência voltarei mais adiante.

Fonte: Site Universo Católico - http://www.universocatolico.com.br/index.php?/as-oito-dimensoes-da-cristofobia.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

As Devoções do Cristão

Não procurei, em vossas orações, as consolações de Deus, mas o Deus das consolações. (São Francisco de Sales)

Nossa suprema aspiração, nossa suprema felicidade é viver com Jesus e chegar a viver em plenitude com a Trindade, na mais perfeita união entre nós mesmos e com Deus.

As orações e devoções que aprendemos dentro da tradição de nosso povo são muito importantes e são uma excelencia base em que vamos aprendemos a expressar o que sentimos lá dentro do coração.

Pouco a pouco devemos chegamos chegar a uma oração que é vida, tão profunda quão profundo chega a ser o nosso viver. Uma oração que irá se confundindo com nossa história pessoal dentro do povo. Não podemos dissociar as realidades terrestres da dimensão divina. Desde que o "verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14)as realidades e situações mais humanas - dor, alegria, festa, trabalho, compromissos, lutas, valores... - tornaram-se também divinas. Deus está em tudo e se manifesta em tudo. Basta ter olhos de fé para contemplá-lo.

Rezar, certamente, não é repetir fórmulas. Antes de tudo, rezar é viver. Não é deixar a vida correr, mas viver intensamente com Deus e com os irmãos. Muitas vezes fomos submetidos a uma carga enorme de preces feitas por obrigação, que nos cansaram e, talves, hoje, nos dão sensação de vazio: fórmulas decoradas, rezas tradicionais, uma liturgia pouco entendida. As fórmulas, muitas vezes são necessárias, sobretudo quando, no diálogo com Deus, não sentimos as necessárias condições físicas e psicológicas. As fórmulas nos ajudam na concentração; são um meio. No entanto, fórmulas sem espírito são letras mortas.

Não podemos recorrer às fórmulas como se fossem mágicas, de onde esperamos efeitos garantidos. As fórmulas - as orações escritas que conhecemos - quase sempre brotaram de experiências pessoais muito ricas, que irmãos nossos viveram no seu relacionamento com Deus. As experiências dos irmãos podem também ajudar em nossa experiência de Deus. Entretanto, não podemos nos escravizar a elas ou delas depender para viver uma autêntica vida cristã.

Oxalá se cumpra em nossa oração pessoal e comunitária o desejo de São Francisco de Sales: Que não procuremos em nossas orações as consolações de Deus - aquilo que Ele tem para nos dar -, mas busquemos Ele mesmo, que é a grande consolação do coração humano. Somente ele pode preencher o vazio de homem moderno.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A importância da oração na vida pública

Publicado por Marcia em 30/4/2008

Todo cristão que cultiva o hábito da oração pode testemunhar sua importância na vida cotidiana. Quando rezamos de modo correto, buscando a intimidade com Deus, permanecendo abertos a Ele, nos “conformando” em Cristo (no sentido de nos deixarmos moldar segundo seu plano de amor), a oração produz extraordinários resultados. E entre esses resultados sempre se inclui, certamente, uma orientação segura com vistas ao Bem.

Quem não tem tais preocupações, talvez creia que o bem seja uma questão de gosto e escolha pessoal. Decide sobre ele mais ou menos como seleciona uma gravata ou um perfume, desatento para o fato de que perfumes e gravatas são opções inconseqüentes, não-comparáveis com aquelas que influenciam nossas vidas e as vidas dos demais. Aquele que reza encontra o bem no Absoluto que é Deus, perante quem seus gostos se tornam relativos.

Ora, essa facilidade em identificar o Bem mediante a entrega livre, criativa e atuante ao plano de Deus (que considero entre as principais conseqüências da oração do cristão), resulta muitas vezes subestimada, mesmo entre os que têm o hábito de rezar. Será que fazemos isso, sempre, antes de tomarmos uma decisão importante, ou deixamos para rezar depois de agir, encarecendo a Deus que faça com que nossa decisão dê certo? Por outro lado, ao rezar antes da decisão, nos colocamos na atitude de quem busca apenas o bem, segundo a vontade de Deus, ou rezamos para que seja da vontade de Deus aquilo que consideramos como nosso bem?

Uma reflexão sincera sobre tais questões nos mostrará, talvez, com que freqüência o egoísmo nos leva a rezarmos não para Deus mas para nós mesmos. Quantas vezes os políticos lançam montanhas ao mar para poderem caminhar sobre planícies, desatentos aos moradores das encostas.

Tenho pensado muito sobre essa necessidade da oração quando se trata de identificar e construir o bem comum - objeto final da Política. A Doutrina Social da Igreja ensina que a finalidade da política é realizar o bem comum. Assim, “bem comum” é o nome do “bem” quando se trata da vida social; e a oração deveria ser prática corrente na vida do cristão atuante na vida pública, como forma de identificar o bem comum.

Como estamos longe disso, não é mesmo? E como seriam menos imperfeitas e injustas nossas realidades se aqueles que se dedicam às coisas públicas cultivassem o hábito da oração. E se os eleitores - evidentemente - também rezassem antes de deliberarem sobre seus votos!

Fonte: http://www.pastoralis.com.br/pastoralis/html/modules/smartsection/item.php?itemid=85

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Masturbação - Encontre a saída para este vício

A grande luta do jovem cristão é contra o vício da masturbação. A sua prática é bastante comum entre os rapazes e moças, que é um dos principais problemas enfrentados por eles.

Saiba, antes de tudo, que a masturbação não é indício de distúrbio de personalidade ou de problema mental. É um problema muito antigo na humanidade. O "Livro dos Mortos", dos egípcios, já a condenava por volta do ano 1550 antes de Cristo. Também de acordo com o Código Moral dos antigos judeus era considerado pecado grave.

Encontrei homens casados que continuavam a se masturbar, embora tivessem uma vida sexual regular com a esposa. Isso mostra que o vício da juventude continuou, e prejudica o casamento.

Embora as aulas de "educação sexual", muitas vezes, ensinem que a masturbação é normal, e até necessária, na verdade, é contra a natureza e contra a lei de Deus. Infelizmente, nessas aulas e cartilhas sobre o assunto, os alunos são aconselhados a não terem sentimentos de culpa, angústia ou ansiedade, e ensinam que não é prejudicial à saúde. Isso não é verdade, pois muitos médicos afirmam que ela é prejudicial ao jovem tanto fisicamente quanto psicologicamente.

A Igreja ensina que esta prática é um ato desordenado. Embora defendida por muitos como "algo normal", ela ensina que não:

"Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade" (Catecismo da Igreja Católica, §2352).

Para lutar contra a masturbação é preciso se tomar várias atitudes:

1 - Tenha calma diante do problema.

Você não é nenhum desequilibrado sexual, nem impuro e nem uma prostituta em potencial. Assim como não é uma aberração porque se masturba. Enfrente o problema com calma e com fé.

2 - Corte todos os estimulantes do vício.

Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que você costumava ver. E não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir àqueles programas de TV que, cada vez mais, jogam "pólvora" no seu sangue. A TV é, hoje, um dos piores venenos para o jovem que luta contra a masturbação. E fuja dos "sites" eróticos da Internet.

3 - Faça um bom uso de suas horas de folga.

Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, etc. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois "mente vazia é oficina do diabo".

4 - Não desanime nem se desespere nunca.

Lute diariamente contra a masturbação, mas se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Diga: "Está bem, eu errei, eu caí, aceito a minha queda humildemente, porque sou fraco; vou conseguir com a ajuda de Deus superar isso. Vou continuar lutando até me libertar definitivamente, mesmo que eu caia um milhão de vezes: não desistirei e não me desesperarei."

Jovem, Deus ama a nossa luta contra o pecado; a nossa vitória diante dele é mais a nossa perseverança na luta do que propriamente a vitória completa. Se confesse com o sacerdote; sempre que cair não tenha receio, ele te compreenderá, pois está cansado de ouvir isso.

5 - Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os Sacramentos da Igreja.

Há um ditado que diz: "Mosca não assenta em prato quente". Se você mantiver a sua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as "moscas" da tentação não vão perturbá-lo. Mas se o prato esfriar... Após uma queda no campo sexual, sempre fica claro que faltou "vigilância e oração" para não pecar. Muitas vezes, abusamos da nossa fraqueza e nos expomos diante do perigo... e caímos.

Há um outro provérbio que diz: "A ocasião faz o ladrão", ou ainda: "Quem ama o perigo nele perecerá". Na verdade, teremos de pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente. E lembre-se: a luta é mais importante do que a vitória.

Trecho do livro: "Jovem, levanta-te"

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Corpo já foi sagrado... Já foi...

As vezes fico assustado com certas coisas que vemos e escutamos em nossa vida. Tiremos, por exemplo, a televisão nossa de cada dia, mais exatamente nos horários noturnos e programas ditos “humorísticos” em geral.

Antes de mais nada, quero deixar claro que não tenho nada contra os atores e atrizes que os fazem, porém, me oponho ao modo de como os mesmo são utilizados.

Comecemos com os programas humorísticos. Alguém, por favor, com uma simples resposta, me diga onde se encontra a graça das piadas se retirarmos as mulheres seminuas das mesmas. Onde se encontra? Quem souber onde está a graça, me responda, por favor.

Vemos coisas assim em programas como Zorra Total, Casseta e Planeta, entre outros, onde se vulgariza, não somente em geral, mas a piada em si mesma se perde sem a presença de tais mulheres. Isso é simplesmente lamentável.

Passemos agora para os programas noturnos. É incrível o nível de “sensualidade explicita” inserido neles. Alias, não é nem necessário ser de noite. Basta ver de tarde, em qualquer programa de auditório, que contenha bailarinas. A quantidade de corpos semi-desnudos quase mostrando as partes mais sagradas que uma pessoa, mais particularmente uma mulher, com seus super decotes e com suas (mini) saias é simplesmente absurdo.

Agora, de volta ao mundo real. Observemos com atenção tanto a homens quanto a mulheres. De primeira, conseguimos observar o seguinte: Os homens babam por garotas como essas, olhando, desejando consumir aqueles(ou semelhantes aos seus, podendo ser qualquer outro) corpo sensual, desprovido de pouco ou nenhum pudor. As mulheres, por sua vez, querem ter, ou ainda, serem donas daqueles corpos, apenas, simplesmente, para serem desejadas pelos homens, ambos, sem querer saber de compromisso algum para com o outro, apenas pelo doce desejo edonista do prazer final que os domina.

Por um lado, elas desejam isso, por outro, as mesmas (contraditoria e ironicamente) querem ser respeitadas, sem quererem ser apenas objetos deles. Uma bela hipocrisia, a meu ver. Depois, reclamam que homens não prestam e coisa e tal, temos aquela velha história batida de sempre.

Entre homens, algumas vezes e em uma quantidade violentamente contrária, a história se repete, porém, não com a mesma dramaticidade contada por elas, justamente por eles saberem com o que querem.

Logicamente, sem querer cometer nenhuma injustiça, existem aquelas pessoas que já nasceram com tais corpos, agraciados por Deus, e que acabam tendo o mesmo destino (as pessoas, não seus corpos, quero dizer) de serem usados apenas como objetos das pessoas pertencentes a esta realidade social absurda.

Enfim, no final das contas, temos pessoas, em sua grande maioria, mulheres iludidas e infelizes com aquilo que vêm na realidade, comparado ao que realmente desejavam.

Vulgarizar algo como o nosso corpo é o mesmo que jogar tudo o que é sagrado no lixo. Pensar nestes assuntos, nestas coisas, como se pensa hoje em dia, é a desvalorização total e completa do ser humano. Recuperar estes valores para uma sociedade corrompida e imoral com a nossa, é praticamente impossível.

O sexo entre o homem e a mulher é a confirmação de que ambos estão unidos. A cerimônia do casamento, sacramento instituído pela Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, é a união oficial perante Deus, união esta indissolúvel e confirmada com o ato sexual, que, repito, é a união completa em um só corpo entre o homem e a mulher. Mas, infelizmente, nos dias de hoje, não vemos mais esta consciência. O Carnaval que o diga...

Sim este é o resultado de uma sociedade sem Deus, sem dogmas, tradição... Enfim, regras. O máximo que podemos fazer agora é rezar para que Deus tenha misericórdia de nós, os degradados filhos de Eva.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Cânon Bíblico

Quantas vezes você já ouviu de algum protestante a afirmação de que a Igreja Católica teria acrescentado vários livros apócrifos à Bíblia durante o Concílio de Trento, no séc. XVI? Quando eles falam isso, estão querendo se referir a sete livros do Antigo Testamento que não se encontram em suas bíblias: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc e os dois livros dos Macabeus (além de alguns trechos dos livros de Daniel e Ester). Porém, a própria História - que é imutável - desmente tal argumento, vistos os testemunhos abaixo:

"Cânon 36 - Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos[1], dois livros dos Paralipômenos[2], Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão[3], doze livros dos Profetas[4], Isaías, Jeremias[5], Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras6 e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos[7], um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo[8], uma do mesmo aos Hebreus[9], duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João.[10] Sobre a confirmação deste cânon se consultará a Igreja do outro lado do mar[11]. É também permitida a leitura das Paixões dos mártires na celebração de seus respectivos aniversários[12]" (Concílio de Hipona, 08.Out.393).

"Parece-nos bom que, fora das Escrituras canônicas, nada deva ser lido na Igreja sob o nome 'Divinas Escrituras'. E as Escrituras canônicas são as seguintes: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros dos Paralipômenos, Jó, Saltério de Davi, cinco livros de Salomão, doze livros dos Profetas, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Tobias, Judite, Ester, dois livros de Esdras e dois [livros] dos Macabeus. E do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos, um [livro de] Atos dos Apóstolos, treze epístolas de Paulo, uma do mesmo aos Hebreus, duas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas e o Apocalipse de João. Isto se fará saber também ao nosso santo irmão e sacerdote, Bonifácio, bispo da cidade de Roma, ou a outros bispos daquela região, para que este cânon seja confirmado, pois foi isto que recebemos dos Padres como lícito para ler na Igreja" (Concílio de Cartago III (397) e Concílio de Cartago IV (419)).

"Tratemos agora sobre o que sente a Igreja Católica universal, bem como o que se dever ter como Sagradas Escrituras: um livro do Gênese, um livro do Êxodo, um livro do Levítico, um livro dos números, um livro do Deuteronômio; um livro de Josué, um livro dos Juízes, um livro de Rute; quatro livros dos Reis[13], dois dos Paralipômenos; um livro do Saltério; três livros de Salomão: um dos Provérbios, um do Eclesiastes e um do Cântico dos Cânticos; outros: um da Sabedoria, um do Eclesiástico. Um de Isaías, um de Jeremias com um de Baruc e mais suas Lamentações, um de Ezequiel, um de Daniel; um de Joel, um de Abdias, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias, um de Malaquias. Um de Jó, um de Tobias, um de Judite, um de Ester, dois de Esdras, dois dos Macabeus. Um evangelho segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas, um segundo João. [Epístolas:] a dos Romanos, uma; a dos Coríntios, duas; a dos Efésios, uma; a dos Tessalonicenses, duas; a dos Gálatas, uma; a dos Filipenses, uma; a dos Colossences, uma; a Timóteo, duas; a Tito, uma; a Filemon, uma; aos Hebreus, uma. Apocalipse de João apóstolo; um, Atos dos Apóstolos, um. [Outras epístolas:] de Pedro apóstolo, duas; de Tiago apóstolo, uma; de João apóstolo, uma; do outro João presbítero, duas[14]; de Judas, o zelota, uma. (Catálogo dos livros sagrados, composto durante o pontificado de São Dâmaso [366-384], no Concílio de Roma de 382)


"Quais os livros aceitos no cânon das Escrituras, o breve apêndice o mostra: Cinco livros de Moisés, isto é, Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Um livro de Josué, filho de Num; um livro dos Juízes; quatro livros dos Reinos; e Rute. Dezesseis livros dos Profetas; cinco livros de Salomão; o Saltério. Livros históricos: um de Jó, um de Tobias, um de Ester, um de Judite, dois dos Macabeus, dois de Esdras, dois dos Paralipômenos. Do Novo Testamento: quatro livros dos Evangelhos; quatorze epístolas do apóstolo Paulo, três de João, duas de Pedro, uma de Judas, uma de Tiago; os Atos dos Apóstolos; e o Apocalipse de João" (papa Inocêncio I, 20.02.405; Carta "Consulenti Tibi" a Exupério, bispo de Tolosa).

"Devemos agora tratar das Escrituras Divinas. Vejamos o que a Igreja Católica universalmente aceita e o que deve ser evitado:[15] (1) Começa a ordem do Antigo Testamento: um livro da Gênese, um do Êxodo, um do Levítico, um dos Números, um do Deuteronômio, um de Josué (filho de Nun), um dos Juízes, um de Rute, quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos, um livro de 150 Salmos, três livros de Salomão (um dos Provérbios, um do Eclesiastes, e um do Cântico dos Cânticos). Ainda um livro da Sabedoria e um do Eclesiástico. (2) A ordem dos Profetas: um livro de Isaías, um de Jeremias com Cinoth (isto é, as suas Lamentações), um livro de Ezequiel, um de Daniel, um de Oséias, um de Amós, um de Miquéias, um de Joel, um de Abdias, um de Jonas, um de Naum, um de Habacuc, um de Sofonias, um de Ageu, um de Zacarias e um de Malaquias. (3) A ordem dos livros históricos: um de Jó, um de Tobias, dois de Esdras, um de Ester, um de Judite e dois dos Macabeus. (4)A ordem das escrituras do Novo Testamento, que a Santa e Católica Igreja Romana aceita e venera são: quatro livros dos Evangelhos (um segundo Mateus, um segundo Marcos, um segundo Lucas e um segundo João). Ainda um livro dos Atos dos Apóstolos. As 14 epístolas de Paulo Apóstolo: uma aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Efésios, duas aos Tessalonicenses, uma aos Gálatas, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas a Timóteo, uma a Tito, uma a Filemon e uma aos Hebreus. Ainda um livro do Apocalipse de João. Ainda sete epístolas canônicas: duas do Apóstolo Pedro, uma do Apóstolo Tiago, uma de João Apóstolo, duas epístolas do outro João (presbítero) e uma de Judas Apóstolo (o zelota)" (papa S. Gelásio, ~495; Decreto Gelasiano; repetido em 520 pelo papa S. Hormisdas. Seguido também pelo Concílio Ecumênico de Florença15 [1438-1445], e novamente ratificado pelos Concílio de Trento[16] [1546-1563] e Vaticano I [1870])).

Outras Fontes:
Concílio Regional de Trulos, realizado no ano 692.

1 Trata-se dos dois livros de Samuel (1Rs/2Rs) e os dois livros de Reis (3Rs/4Rs).
2 Isto é, os dois livros das Crônicas (1Cr/2Cr).
3 Ou seja: Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.
4 A saber: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
5 Incluindo as "Lamentações" e "Baruc", segundo a Septuaginta.
6 Isto é, o livro de Esdras e o livro de Neemias.
7 Mateus, Marcos, Lucas e João.
8 Aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito e a Filemon.
9 Curiosa distinção resultada, provavelmente, dos escrúpulos que a Igreja Africana tinha a respeito da autenticidade literária paulina dessa epístola.
10 Percebe-se, assim, que o cânon coincide perfeitamente com o cânon definido pelo Concílio de Trento.
11 Trata-se da Igreja de Roma.
12 Alusão ao culto dos santos mártires.
13 Os Concílios regionais de Cartago simplesmente repetem, com as mesmas palavras, o conteúdo do cânon 36 do Concílio regional de Hipona. A diferença está somente na conclusão.
14 Interessante distinção, já que antiquíssima tradição de Éfeso distinguia o João Apóstolo de um João Presbítero, da mesma região.
15 cf. Decreto "Pro Iacobitis" (da Bula "Cantate Domino", de 04.02.1441): "...O Sacrossanto Concílio professa que um e o mesmo Deus é o autor do Antigo e do Novo Testamento, isto é, da Lei, dos Profetas e do Evangelho, pois os santos de ambos os Testamentos falaram sob a inspiração do mesmo Espírito Santo. Este Concílio aceita e venera os seus livros que vêm indicados pelos títulos seguintes: Cinco livros de Moisés (isto é, Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), Josué, Juízes, Rute, quatro livros dos Reis, dois dos Paralipômenos, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Jó, o Saltério de Davi, as Parábolas (Provérbios), Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico, Isaías, Jeremias, Baruc, Ezequiel, Daniel, os Doze Profetas menores (isto é, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias) e dois livros dos Macabeus. Quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), catorze epístolas de Paulo (uma aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Gálatas, uma aos Efésios, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, uma a Tito, uma a Filemon, uma aos Hebreus), duas epístolas de Pedro, três de João, uma de Tiago, uma de Judas, os Atos dos Apóstolos e o Apocalipse de João".
16 cf. Decreto sobre o Cânon (sessão IV, de 08.04.1546).

Fonte: Site "Veritatis Splendor"

domingo, 19 de julho de 2009

Evágrio Pôntico-séc.IV - Da Luxúria

A LUXÚRIA

Por Evágrio Pôntico

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: VE Multimedios


II. A Luxúria

Capítulo 4


A moderação gera a regra, enquanto que a gula é a mãe do desenfreio; o óleo alimenta a luz da lamparina e o freqüentar mulheres atiça a chama do prazer.

A violência da onda se desencadeia contra o mercador mal ancorado, assim como o pensamento da luxúria [se desencadeia] sobre a mente do imoderado. A luxúria virá aliada à saciez, lhe concederá licença, se juntará aos adversários e combaterá, finalmente, do lado dos inimigos.

Permanece invunerável às flechas inimigas aquele que ama a tranqüilidade (1); ao contrário, aquele que se mistura com a multidão recebe golpes continuamente.

O olhar para uma mulher é semelhante a um dardo venenoso: fere a alma, nos injeta veneno e, quanto mais perdura, tanto mais espalha a infecção. Aquele que busca defender-se destas flechas se mantém alheio das multitudinárias reuniões públicas e não divaga com a boca aberta nos dias de festa; é muito melhor ficar em casa, passando o tempo orando, do que fazer a obra do inimigo, crendo honrar as festas.

Evita a intimidade com as mulheres se realmente desejas ser sábio e não lhes dê liberdade para falar-te, nem confiança. Com efeito, no início têm ou simulam uma certa cautela; porém, a seguir, ousam fazer tudo descaradamente: na primeira aproximação, mantêm olhar baixo, falam docemente, choram comovidas, tratam seriamente, suspiram com amargura, fazem perguntas sobre a castidade e escutam com atenção; na segunda vez, levantam um pouco mais a cabeça; na terceira vez, aproximam-se sem muito pudor; tu sorris e elas se põem a rir desaforadamente; a seguir, se embelezam e se te mostram com ostentação; seus olhares passam a anunciar o ardor, levantam as sobrancelhas e os olhos, desnudam o pescoço e abandonam todo o corpo à fraqueza, pronunciam frases abrandadas pela paixão e te dirigem uma voz fascinante ao ouvido até apoderarem-se por completo da [tua] alma.

Ocorre que estas ciladas te encaminham à morte e estas redes entrelaçadas te arrastam à perdição; portanto, não te deixes enganar sequer por aquelas que se servem de discursos discretos; nestas, com efeito, se oculta o maligno veneno das serpentes.

Capítulo 5

Aproxima-te antes do fogo ardente que de uma mulher jovem, sobretudo se também sois jovem; com efeito, quando te aproximas da chama e sentis um bom calor, te levantas rapidamente, enquanto que, quando sois seduzido pelas conversas femininas, dificilmente conseguireis fugir.

A erva cresce quando está cercada pela água; assim, germina a imoderação freqüentando as mulheres.

Aquele que enche o ventre e faz profissão de sabedoria se parece com alguém que afirma ser possível frear a força do fogo usando palha. Assim como efetivamente é impossível apagar a mutável agitação do fogo com a palha, também é impossível limitar na saciedade o ímpeto inflamado da imoderação.

Uma coluna se apóia sobre uma base e a paixão da luxúria tem sua base na saciez.

O navio, presa da tempestade, se apressa em chegar ao porto e a alma do sábio busca a solidão; um foge das ameaçadoras ondas do mar, e a outra, das formas femininas, que trazem dor e ruína.

Um belo rosto de mulher afunda mais que um maremoto; mesmo assim, este último te oferece a possibilidade de nadar, para que salveis a vida, enquanto que a beleza feminina traz o engano e te persuade a desprezar inclusive a própria vida.

A sarça solitária se subtrai intacta à chama e o sábio, que tem consciência que deve manter-se afastado das mulheres, não incinde na imoderação; assim como a lembrança do fogo não queima a mente, também nem sequer a paixão tem êxito se lhe falta a matéria.

Capítulo 6

Se tens piedade para com o inimigo, esta será sempre tua inimiga; e se facilitas à paixão, esta se te revelará.

Ver mulheres excita o imoderado, enquanto empurra o sábio a glorificar a Deus; porém, se no meio das mulheres a paixão é tranqüila, não dês crédito a quem te afirma terdes alcançado a paz interior.

O cão abana o rabo justamente quando está no meio da multidão, mas quando é espantado, mostra a sua maldade. Apenas quando a recordação da mulher surgir em ti separada da paixão, então poderás considerar-te próximo dos confins da sabedoria. Ao contrário, quando a imagem dela te levar a vê-la e os seus dardos cercarem a tua alma, então poderás considerar-te afastado da virtude.

Porém, não deves manter-te assim, nesses pensamentos, nem tua mente deve familiarizar-se muito com as formas femininas, pois a paixão será reincidente, levando perigo junto a si.

Efetivamente, assim como uma fundição apropriada purifica a prata, enquanto que, quando prolongada, a destrói facilmente, assim uma insistente fantasia com mulheres destrói a sabedoria adquirida; não tenhas, portanto, familiaridade prolongada com um rosto imaginado, para que não se lhe adiram as chamas do prazer e venham a queimar a auréola que circunda a tua alma; assim como a faísca próxima da palha desencadeia as chamas, assim a lembrança da mulher, persistindo, acende o desejo.

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Nota:

1. Refere-se à paz interior, à tranqüilidade de recolhimento ou solidão, no caso do monge.

Retirado e adaptado do Site Veritatis Splendor: PÔNTICO, Evágrio. Apostolado Veritatis Splendor: SOBRE OS OITO VÍCIOS CAPITAIS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3790. Desde 15/03/2004.